domingo, 30 de dezembro de 2007

Meus desejos para 2008

No final do ano, muitos fazem balanços do ano que passou, outros desejam amor, sorte, saúde, dinheiro, que lhes saia o euromilhões Smiley, etc. Eu cá só digo isto:
Deixem-se de conversas e sejam felizes. A felicidade é uma questão de decisão.

Bom ano de 2008

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O cego e o caçador

África Ocidental

Hugh Lupton
Do livro Histórias de Sabedoria e Encantamento

Era uma vez um homem cego que morava numa palhoça, com sua irmã, numa aldeia na orla da Floresta.
Esse homem era muito inteligente. Apesar de seus olhos não enxergarem nada, ele parecia saber mais sobre o mundo
do que as pessoas cujos olhos viam tudo.
Costumava sentar-se à porta de sua palhoça e conversar com quem passava. Quando alguém tinha problemas, perguntava-lhe o
que fazer e ele sempre dava um bom conselho.
Quando alguém queria saber alguma coisa, ele dizia, e suas respostas eram sempre corretas.
As pessoas balançavam a cabeça, admiradas:
- Como é que você consegue saber tanta coisa, sem enxergar? E o cego sorria, dizendo:
- É que eu enxergo com os ouvidos.
Bem, um dia a irmã do cego se apaixonou. Ela se apaixonou por um caçador de outra aldeia. E logo o caçador se casou
com a irmã do cego.
Depois da festa de casamento, o caçador foi morar na palhoça, com a esposa.
Mas o caçador não tinha paciência com o irmão da mulher, não Tinha nenhuma paciência com o cego.
- Para que serve um homem cego? - ele dizia.
E a mulher respondia:
- Ora, marido, ele sabe mais coisas do mundo do que as pessoas que enxergam.
O caçador ria:
- Ha, ha, ha, o que pode saber um cego, que vive na escuridão? Ha, ha, ha...
Todos os dias, o caçador ia para a floresta com seus alçapões, lanças e flechas. E todas as tardes, quando o caçador
voltava à aldeia, o cego dizia:
- Por favor, amanhã deixe-me ir com você caçar na floresta.
Mas o caçador balançava a cabeça:
- Para que serve um homem cego?
Dias, semanas e meses se passavam, e todas as tardes o homem cego pedia:
- Por favor, amanhã deixe-me caçar também. E todas as tardes o caçador dizia que não.
Uma tarde, porém, o caçador chegou de bom humor. Tinha trazido para casa uma bela caça, uma gazela bem gorda.
Sua mulher temperou e assou a carne e, quando
eles acabaram de comer, o caçador disse ao homem cego:
- Pois bem, amanhã você vai caçar comigo.
Assim, na manhã seguinte os dois foram juntos para a floresta, o caçador carregando seus alçapões, lanças e flechas,
e conduzindo o cego pela mão, por entre
as árvores. Andaram horas e horas.
Então, de repente, o cego parou e puxou a mão do caçador:
- Psss, um leão!
O caçador olhou ao redor e não viu nada.
- É um leão, sim, mas está tudo bem. Ele não está faminto e está dormindo profundamente. Não vai nos fazer mal.
Continuaram seu caminho e, de fato, encontraram um leão dormindo a sono solto, debaixo de uma árvore.
Depois que passaram pelo animal, o caçador perguntou:
- Como você sabia do leão?
- É que eu enxergo com os ouvidos.
Andaram por mais quatro horas, e então o cego puxou de novo a mão do caçador:
- Psss, um elefante!
O caçador olhou ao redor e não viu nada.
- É um elefante, sim, mas tudo bem. Ele está dentro de uma poça d'água e não vai nos fazer mal.
Continuaram seu caminho e, de fato, encontraram um elefante imenso, chapinhando numa poça d'água, esguichando lama
nas próprias costas.
Depois que passaram pelo animal, o caçador perguntou:
- Como você sabia do elefante?
- É que eu enxergo com os ouvidos.
Continuaram seu caminho, se aprofundando cada vez mais na floresta, até chegarem a uma clareira. O caçador disse:
- Vamos deixar nossos alçapões aqui.
O caçador armou um alçapão e ensinou o cego a armar o outro. Quando os dois alçapões estavam armados, o caçador
disse:
- Amanhã vamos voltar para ver o que pegamos. E os dois voltaram juntos para a aldeia.
Na manhã seguinte, acordaram cedo. Mais uma vez, foram andando pela floresta. O caçador se ofereceu para segurar
a mão do cego, mas o cego disse:
- Não, agora já conheço o caminho.
Dessa vez, o homem cego foi andando na frente. Não tropeçou em nenhuma raiz nem toco de árvore. Não errou o caminho
nem uma vez.
Andaram, andaram, até chegarem à clareira em que tinham armado os alçapões.
De longe, o caçador viu que havia um pássaro preso em cada alçapão. De longe, viu que o pássaro preso em seu alçapão
era pequeno e cinzento e que o pássaro
preso no alçapão do cego era lindo, com penas verdes, vermelhas e douradas.
- Sente-se ali - ele disse. - Cada um de nós apanhou um pássaro. Vou tirá-los dos alçapões.
O cego sentou-se e o caçador foi até os alçapões, pensando:
- Um homem que não enxerga nunca vai perceber a diferença.
E o que foi que ele fez? Deu ao cego o pequeno pássaro cinzento e ficou com o lindo pássaro de penas verdes, vermelhas
e douradas.
O cego pegou o pássaro cinzento nas mãos, levantou-se e os dois rumaram de volta para casa.
Andaram, andaram, e a certa altura o caçador disse:
- Já que você é tão inteligente e enxerga com os ouvidos, responda uma coisa: por que há tanta desavença,
ódio e guerra neste mundo?
O cego respondeu:
- Porque este mundo está cheio de gente como você, que pega o que não é seu.
O caçador se encheu de vergonha. Pegou o pássaro cinzento da mão do cego e deu-lhe o pássaro lindo, de penas verdes,
vermelhas e douradas.
- Desculpe - ele disse.
Os dois continuaram andando, e a certa altura o caçador disse:
- Já que você é tão inteligente e enxerga com os ouvidos, responda uma coisa: por que há tanto amor, bondade
e conciliação neste mundo?
O cego respondeu:
- Porque este mundo está cheio de gente como você, que aprende com seus próprios erros.
Os dois continuaram andando, até chegarem à aldeia.
E, a partir daquele dia, quando alguém perguntava ao cego:
- Como é que você consegue saber tanta coisa, sem enxergar?, era o caçador que respondia:
- É que ele enxerga com os ouvidos... e ouve com o coração.

domingo, 3 de junho de 2007

O defunto, as flores e o arroz

Esta recebi por mail...

Quando pensamos que sabemos todas as respostas, vem a vida e muda
todas as perguntas... "

Um sujeito estava a colocar flores no túmulo de um parente, quando vê
um chinês a fazer o mesmo com um prato de arroz na lápide ao lado.
Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
Ao que o chinês responde:
- Sim, e geralmente na mesma hora que o seu vem cheirar as flores!!!

"RESPEITAR AS OPÇÕES DO OUTRO, EM QUALQUER ASPECTO, É UMA DAS MAIORES
VIRTUDES QUE UM SER HUMANO PODE TER. "AS PESSOAS SÃO DIFERENTES, AGEM
DIFERENTE E PENSAM DIFERENTE".

"NUNCA JULGUES. APENAS COMPREENDE!"
Pois bem, escrever coisas que vão na alma! Dificil... Uns dias melhores que outros, uns dias estamos bem felizes outros nem por isso, mas é preciso acreditar que a vida é uma benção e tem que ser vivida bem e cada vez melhor.
Eu sou uma pessoa positiva e quem me conhece pode confirmar que até sou bem disposta,.. deviam ter-me visto na ultima sexta feira a fazer um papel de palhaço para o meu grupo de meninos , foi só rir... diverti-me à grande pois afinal de crianças todos temos um pouco e é infeliz quem negar isso...
Maryana tenho muitas saudades tuas...

domingo, 27 de maio de 2007

A minha primeira vez

O primeiro post no meu blog! Deve ser muito especial, dizem-me. Deve ser o manifesto, a razão de existir do blog. Pois bem, na frase resumo lê-se que este é um espaço para reflectir. Reflectir sobre o quê? Sobre o que vai na alma, sobre o que se vê e o que não se vê, sobre o que se sente.

Este é um espaço que gostaria que fosse dinâmico, aberto a todas as opiniões, por mais “fora do quadrado” que pareçam. É dessas opiniões que nascem as grandes ideias e as pequenas coisas, como….. sei lá…. Os telemóveis e as cartas.

Porque é que falei nos telemóveis e nas cartas? Porque o telemóvel foi uma grande ideia… desde que o Sr. Bell inventou o telefone até ao sonho de falarmos onde quiséssemos, alguém, talvez um dos nossos avós, quiçá, se lembrou disso. Imaginem a cena: Estava o Sr. Silva, que tinha feito a 2ª classe completa em Alguidares de Cima com uma professora regente, sossegado na sua trincheira da 1ª guerra mundial, a tentar escrever uma carta para a sua querida amada Josefina dos Prazeres, linda moçoila com os seus 16 anos, dona de uma força de braços incomparável de tanto cavar a terra, quando a ponta do aparo se parte. Raios! Pensa ele. E só tinha ainda escrito a primeira frase: Cerida Juzefina. Pensa ele… “ao menos se pudesse falar com ela, perguntar-lhe como vão os animais e a lavoura, dizer-lhe que aqui chove muito…” e, de repente, lemra-se “pois é! Se ao menos aquela coisa por onde o capitão fala não tivesse fio e a minha Juzefina tivesse um também…” e foi assim, que nasceu a ideia do telemóvel. Substituto da carta.

Há mais ideias por aí? Eu cá tenho mais algumas, mas vão ficar para outros dizparos.