segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Efeitos colaterais de um chefe ruim

Efeitos colaterais de um chefe ruim

Um estudo feito na Suécia demonstrou que chefes arbitrários e insensíveis não apenas elevam o stress no ambiente de trabalho, como também aumentam o risco de doenças cardiovasculares nos seus funcionários.

Os pesquisadores do Instituto Karolinska e da Universidade de Estocolmo acompanharam o histórico e as ocorrências relacionadas à saúde de 3 mil funcionários, todos homens, com idades entre 19 e 70 anos, por um período de quase dez anos.

Chefe ruim faz mal ao coração

Os pesquisadores encontraram uma forte correlação entre uma má gestão e o risco de distúrbios cardíacos graves e ataques do coração nos funcionários que trabalham sob a coordenação desses chefes.

Durante a pesquisa, Foram registados 74 casos – entre fatais e não-fatais – de ataques cardíacos ou angina instável, marcada por dores ou desconfortos no peito ou em áreas adjacentes, causados pelo fluxo inadequado de sangue no coração.

Avaliação dos chefes pelos subordinados

Os voluntários que participaram do estudo avaliaram o estilo de liderança de seus gestores em aspectos como a clareza no estabelecimento de objectivos e a habilidade do chefe em se comunicar e dar feedback aos funcionários sobre como ele avaliava o desempenho individual.

Cruzando os resultados dos questionários com as ocorrências médicas, os pesquisadores constataram que, quanto mais competentes os funcionários consideravam seus gestores, mais baixo era o seu risco de sofrer problemas cardíacos graves.

Os funcionários que avaliaram seus chefes como menos competentes apresentaram um risco 25% maior de apresentar um problema cardíaco grave. Esse risco aumenta com o tempo que o funcionário trabalha sob a coordenação do mau gestor. Os funcionários que ficaram mais do que quatro anos sob o comando de um mau gestor apresentaram um risco 64% maior de sofrer doenças cardíacas.

Os pesquisadores sugerem que as empresas tomem medidas para melhorar o desempenho dos gestores utilizando a avaliação que seus subordinados façam deles.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Novo método de entrevista para recrutamento e selecção de pessoal

Uma nova técnica de entrevista foi desenvolvida nos EUA e permite seleccionar candidatos a emprego com uma maior eficácia e eficiência.

A técnica consiste em:
1-Colocar todos os candidatos num galpão
2-Disponibilizar 200 tijolos para cada um.
3-Não dê orientação alguma sobre o que fazer.
4-Tranque-os lá.


Após seis horas, volte e verifique o que fizeram.

Segue a análise dos resultados:

1 - Os que contaram os tijolos, contrate como contadores.

2 - Os que contaram e em seguida recontaram os tijolos, são auditores.

3 - Os que espalharam os tijolos são engenheiros.

4 - Os que tiverem arrumado os tijolos de maneira muito estranha, difícil de entender, coloque-os no Planejamento, Projeto e Implantação Controle de Produção.

5 - Os que estiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os em Operações.

6 - Os que estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.

7 - Aqueles que picaram os tijolos em pedacinhos e estiverem tentando montá-los novamente, devem ir direto à Tecnologia da Informação.

8 - Os que estiverem sentados sem fazer nada ou batendo papo-furado, são dos Recursos Humanos.

9 - Os que disserem que fizeram de tudo para diminuir o estoque mas a concorrência está desleal e será preciso pensar em maiores facilidades, são vendedores
natos.

10 - Os que já tiverem saído, são gerentes.

11 - Os que estiverem olhando pela janela com o olhar perdido no infinito, são os responsáveis pelo Planeamento Estratégico.

12 - Os que estiverem conversando entre si com as mãos no bolso demonstrando que nem sequer tocaram nos tijolos e jamais fariam isso, cumprimente- os com
muito respeito e coloque-os na Diretoria.

13 - Os que levantaram um muro e se esconderam atrás são do Departamento de Marketing.

14 - Os que afirmarem não estar vendo tijolo algum na sala, são advogados, encaminhem ao Departamento Jurídico.

15 - Os que reclamarem que os tijolos 'estão uma porcaria, sem identificação, sem padronização e com medidas erradas', coloque na Qualidade.

16 - Os que começarem a chamar os demais de 'companheiros' , elimine-os imediatamente antes que criem um sindicato.

Atenciosamente,

Psicólogo Chefe

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sair, aprender e ter iniciativa

Para refletir, experiencias passadas ou futuras.....

Manuel Caldeira Cabral
Sair, aprender e ter iniciativa


Os universitários portugueses estão cada vez mais diferentes dos europeus. A maioria vive em casa dos pais, não trabalha durante o curso e vai de carro para a universidade. Nada disto os estimula a serem empreendedores ou a amadurecerem para a realidade profissional mais dura que terão de enfrentar.



Nos últimos 20 anos o sistema universitário português convergiu com o dos restantes países europeus em muitos aspectos. Hoje os alunos entram para universidades com uma elevada proporção de docentes doutorados no estrangeiro, que em muitos casos ensinam as mesmas matérias que leccionaram em Inglaterra ou nos Estados Unidos da América. A Internet dá-lhes acesso aos mesmos conteúdos que os seus colegas europeus, uma realidade distante da vivida no passado em que dependiam de bibliotecas mal apetrechadas. E o programa Erasmus trouxe também excelentes oportunidades.

O outro lado da moeda surge quando se olha para estatísticas onde se lê que Portugal é o segundo país da União Europeia com maior percentagem de estudantes universitários a viver em casa dos pais e a estudar na mesma cidade onde cresceram, sendo simultaneamente um dos três países da UE onde menor percentagem dos universitários trabalha durante o curso. Na Suécia, um dos países mais ricos da Europa, cerca de 60% dos alunos trabalham durante o curso. Em Portugal são menos de
15%.

Nestes aspectos a experiência vivida nas universidades portuguesas é muito diferente da europeia, e tornou-se ainda mais diferente nos últimos 10 anos. A expansão das vagas permitiu aos estudantes um maior leque de hipóteses. A maioria dos alunos escolheu ficar na universidade ou politécnico mais próximo de casa. O resultado foi a
criação de universidades mais regionais, onde a maioria dos alunos têm mais de 80% de colegas da mesma região. A isto acresce que, em média, apenas têm 0,7% de colegas oriundos de outros países comunitários.

A decisão de ficar em casa dos pais em muitos casos é determinada por factores económicos. No entanto, o parque automóvel de metade dos estudantes e sua expansão nos últimos anos demonstra bem que em muito outros casos não o é. Os estudantes portugueses são os únicos europeus para quem o carro é o meio de transporte mais usado para chegar à universidade.

Porque é que isto é importante? Quais são as implicações destas diferenças?

Para a maioria dos jovens europeus a experiência universitária passa por conquistar um espaço de autonomia individual, com mais liberdade mas também maior responsabilidade. Os estudantes ingleses ou holandeses aprendem a cuidar de si e a serem independentes. Têm de trabalhar para poder fazer viagens ou comprar uma guitarra. Têm de gerir a sua própria vida e o seu orçamento. Quando saem do curso
muitos têm experiência de trabalhar e de valorizar o dinheiro ganho com esforço.

A maioria dos seus colegas portugueses tem o carro que os pais lhes oferecem, se oferecerem, e faz as férias que os pais lhes pagam. O que conseguem ter ou fazer não depende em nada da sua iniciativa ou do seu esforço. Esta é uma lição de "desempreendorismo" que vão aprender durante três, quatro ou cinco anos de universidade.

Por outro lado, acabam o curso já com o vício de ter carro e o hábito de viver numa casa com as condições que os seus pais apenas conquistaram aos 50 anos. Depois entram num mercado de trabalho onde dificilmente conseguirão um rendimento que permita tais "luxos". Situação que, aliada ao facto de maioritariamente estudarem na cidade onde cresceram, limita fortemente a sua mobilidade geográfica. Já a
maioria dos estudantes europeus sai de casa aos 17 anos, mudando de cidade. E depois, muitas vezes, aos 21 começa a trabalhar numa cidade diferente. Esta mobilidade permite um melhor encontro entre as qualificações dos licenciados e o que o mercado procura, ajudando a diminuir o desemprego e a aumentar a produtividade.

Em Portugal acaba por se criar um ambiente que faz com que a experiência universitária para muitos alunos seja um prolongar dos anos de liceu. Mantêm os mesmos amigos, continuam em casa da família, gastam muitas horas a ver televisão e não criam novos hábitos culturais. Este facto é, aliás, muito comentado pelos alunos que regressam do programa Erasmus. A participação neste programa europeu é, sem dúvida, um dos aspectos mais positivos dos últimos anos. A percentagem de alunos portugueses a estudar noutros países europeus aumentou entre 1998 e 2005 e manteve-se ligeiramente acima da média europeia. Ainda assim só entre 5 a 10% dos alunos beneficiam desta experiência.

O exemplo do programa Erasmus ou dos programas de mobilidade internacional para recém-licenciados servem para mostrar que há oportunidades muito interessantes. E existem tanto no estrangeiro como em Portugal. Quem ensina vê muitos alunos a aproveitá-las ou mesmo a criá-las, envolvendo-se com Organizações Não Governamentais,
participando em grupos de teatro, orquestras, tunas, coros e muitas outras actividades em que vão aprender tanto ou mais que nas cadeiras do curso. Vê que os alunos que saem do seu conforto e têm iniciativa aprendem muito com esta experiência. Mas vê também que ainda são uma minoria.

São os alunos que têm de decidir se querem aproveitar estas oportunidades. Mas cabe aos pais e aos professores incentivá-los a quererem ser diferentes, a estarem abertos a novas experiências e a interessarem-se por aprender. Infelizmente na próxima semana começa a praxe nas universidades, que se prolonga por vários meses, seguindo um modelo do tipo militar, em que os alunos ficam em sentido, marcham e
recebem ordens e insultos como se estivessem na recruta. Modelo que serve bem os propósitos da formação de soldados, onde a uniformização e o sacrifício do indivíduo face ao grupo são objectivos importantes, mas que dificilmente se percebe na universidade, onde a criatividade, inteligência e imaginação deviam liderar.


Comentários???

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Compre um Burro

Recebi esta reflexão por e-mail e achei uma hipótese a considerar!! :)

Fiquem bem!!

"Estou farto de aumentos de gasolina. Vendi o carro e deixei de andar de transporte públicos, que também se aproveitam para aumentar os seus preços. Coloquei uma manjedoura na garagem e comprei um burro. Emsegunda mão, com a pelagem já um pouco ruça, mas que anda muito bem. Mesmo na sua mais louca velocidade não corro o risco de ficar sem carta.

Aliás, nem é preciso carta de condução, inspecção, seguro ou selo das finanças. Arranjo sempre lugar para estacionar e nunca nenhum polícia da EMEL me incomodou por não lhe ter colocado na testa o bilhete do parquímetro. Anda sempre, mesmo quando já não tem fava na barriga. Nunca me deixou parado no meio de uma subida, obrigando-me a andar quilómetros para lhe ir buscar um balde de favas. Passei a chegar a horas ao emprego. Não anda tão depressa como um carro, mas chega mais depressa. Rio-me dos engarrafamentos. O burro esgueira-se lindamente por entre os carros parados e por cima dos passeios. Até sobe e desce escadas. E é completamente ecológico! Não consome gasolina nem óleo, mas produtos inteiramente biológicos e degradáveis, como favas, cenouras e cevada. Quando o estaciono em jardins ou relvados, auto-abastece-se
automaticamente. E o que sai pelo seu tubo de escape não polui o ar nem faz buracos no ozono. As suas bostas são do melhor fertilizante que há para a agricultura.

Estou a treiná-lo para dar coices em situações de burro-jacking"

Autor desconhecido

quarta-feira, 2 de abril de 2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

O colega do lado

Achei este texto interessante e queria compartilhá-lo.. boa semana!!

por Maria João Lopo de Carvalho

Gramamos a família porque a hereditariedade nos impõe, gramamos o marido (ou

a mulher) porque o escolhemos de livre vontade, mas gramamos os colegas de

trabalho porque nos calham na rifa e temos de levar com eles em cima, a bem

ou a mal, na melhor das hipóteses, oito horas por dia. Ou seja: a família,

quando muito, aos domingos e feriados; o marido e os filhos, duas, três

horas por dia, no máximo (metade das quais a ver televisão ou a partilhar

tarefas domésticas); e os outros, para os quais não fomos ouvidos nem

achados, dispõem de mais tempo e de mais espaço do que toda a nossa vida

somada. É com eles que rimos, choramos, que nos irritamos, que amuamos, que

lixamos ou somos lixados, que vamos à bica e às compras, é a eles que

avaliamos, que ajudamos, são eles os nossos carrascos e cúmplices, os nossos

amigos ou, pior, os nossos principais inimigos. É no trabalho, acho eu, que

revelamos as nossas grandes capacidades e virtudes, mas também, e como há

tempo para tudo, o pior que o ser humano tem: a inveja, o rancor, a gula

(roubo todas as caixas de chocolates onde os meus olhos vão parar), a

vaidade, a intriga, o orgulho, a luxúria (enfim, todos sabem como e porquê.

'Ai, você hoje está linda...', 'Acha dr?', 'Não acho, tenho a certeza,

brilha como a lua).

O ambiente de trabalho é assim, muitas vezes, uma impiedosa arena do circo

romano onde se mata quem é fraco, sobrevive quem é forte. É esta a tragédia

da questão. Competitividade e matança são armas letais de significado

idêntico - desafie-se o poder! Mas como perder ninguém quer, ligamos a

competição à ambição (a longo prazo) e à ganância (a curto prazo), tudo em

circuito fechado, para que a via-sacra da matança seja forte demais e

excitante demais para a conseguirmos abafar. (...)

Há sempre um gajo porreiro em que nós escudamos e que, de facto, não nos

quer tramar às primeiras; um gajo que tem dias e que ora amanteiga para

direita, ora amanteiga para a esquerda - é o gajo que quando a coisa corre

bem foi ele próprio que a fez (é 'muita bom'), quando corre mal, fomos nós,

pobres inexperientes e ele até se fartou de nos avisar, infelizmente não

acreditámos no seu teatro.

Adoro a tribo dos manteigueiros frenéticos: aqueles que só saem depois do

chefe nem que fiquem a jogar paciências no computador, que nos desfazem em

strogonof pelas costas, que controlam as nossas entradas e saídas de cena,

bichanam com os seus superiores e ajustam contas com as secretárias e o

pessoal, a quem com tanta alma chamam 'menor', baralhando sem pudor

humilhação com humildade. Prefiro o folclore dos que gritam como ovelha a

ser degolada mas que depois se redimem ao acrescentarem uns parágrafos

triunfais na 'porra' do dossiê.

Nós os portugueses adoramos reunir. Podemos não fazer a ponta de um corno,

mas reunir tem de ser. Basta reunir e já está! Não é nunca o ponto de

partida, é sempre o ponto de chegada. E antes de reunir gostam de planear a

estratégia para tramar o parceiro. Pode não haver estratégia para mais nada,

mas para tramar o colega do lado aqui vai disto.

Agressividade quanto baste é a metodologia (odeio esta palavra) para chegar

ao poder. Todos conhecem a cartilha, a cru ou disfarçada de fada boa.

Em suma, os portugueses acham que para serem melhores têm de arranjar alguém

para mau da fita, é a teoria dos vasos comunicantes em todo o seu esplendor.

É com 'vasos' destes - que à partida não são nem amigos, nem filhos, nem

marido, nem sequer os escolhemos num menu - que temos de partilhar o cheiro,

a voz, e o génio; das ramelas, à barba por fazer; das malhas na meia ao

rímel esborratado, todas as horas, todos os dias, todos os anos. É tudo uma

questão de 'ambiente' no trabalho!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Pedaços de Amizade

Amizades são feitas de pedacinhos.

Pedacinhos de tempo que vivemos com cada pessoa.

Não importa a quantidade de tempo que passamos com cada amigo, mas a qualidade do tempo que vivemos com cada pessoa. Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro.

Assim, há amizades que são feitas de risos e dores compartilhados; outras de escola; outras de saídas, cinemas, diversões; há ainda aquelas que nascem e nem se sabe de quê, mas que estão presentes.

Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos, ou de simpatia mútua sem explicação.

Hoje em dia, muitas amizades são feitas só de e-mails e essas não são menos importantes. São as famosas "amizades virtuais." Diferentes até, mas não
menos importantes.

Aprendemos a amar as pessoas sem que possamos julgá-las pela sua aparência ou modo de
ser, sem que possamos (e fazemos isso inconscientemente às vezes)etiquetá-las.

Há amizades muito profundas que são criadas assim.

Saint-Exupéry disse:
"Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez a tua rosa tão
importante."

E eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz cada amigo tão importante. Porque tempo gasto com amigos é tempo ganho, aproveitado, lembranças para cinco minutos depois ou anos até.

Um amigo se torna importante pra nós, e nós para ele, quando somos capazes, mesmo na sua ausência, de rir ou chorar, de sentir saudades e nesse instante trazê-lo bem
perto de nós.

Dessa forma, podemos ter vários melhores amigos de diferentes maneiras.

O importante é saber aproveitar o máximo cada minuto vivido e ter depois no baú das
recordações horas para passar com os amigos, mesmo quando estes estiverem longe dos nossos olhos.

Desconheço a autoria, mas achei que valia a pena compartilhá-lo convosco


Fiquem bem e boa semana!!